adicionar aos favoritos | São Paulo/SP

22/02/2006 12:05
“E sábado, de repente, os Stones estavam ali de novo, salvando Copacabana, inoculando quase 2 milhões de jovens e coroas com o santo veneno de sua criação musical, comportamental, física e luminosa. Muitos ali talvez tenham entendido que são netos daqueles quatro doidões pulando no palco(...) Eles resistem à morte que já levou Janis, Hendrix, Lennon. Eles querem deixar cravada em nossas mentes anestesiadas, neste tempo de Bush/Osama, uma conquista real que fizeram para a civilização. E não é que eles “denunciem” ou “subvertam” o capitalismo ou algo assim. Não. Eles não lidam com conceitos; eles são matéria concreta, realizada, ali, obra acabada, que vai soar para sempre no futuro careta que se desenha (...) Os Stones não vêem as massas de fora, como se estivesses num aquário, usando-as. Eles fazem parte da platéia quase; celebram-na, não a manipulam (...)
Os Stones são parte das grandes invenções do século 20. Ainda bem que existiram e existirão sempre.”
(Arnaldo Jabor – “Os Rolling Stones vão existir para sempre” – O ESP – 21/02/06)