adicionar aos favoritos | São Paulo/SP

13/06/2006 11:47
Desistir de mim, dos livros que vou escrever, da oração dos filhos, da comunhão dos amigos, dos poemas que ainda não li.
Desistir de mim, dos véus que não descobrimos, dos véus que nos cobriram, da geografia das mãos, dos povoados que ainda não desvendei.
Desistir de mim, quando a estrada arde, quando a estrada não é caminho, quando a música só soa em angustiante silêncio.
Desistir de mim, de toda a plenitude de tudo, que mora tão somente nos meus cílios.
* pintura: Modigliani