adicionar aos favoritos | São Paulo/SP

09/04/2008 11:50
Trabalhavam no mesmo andar. O bancário e a telefonista.
De uma hora para outra ela sentiu vontades de ir ao Banco. Muitas. Aproximava-se do Caixa com a sensação de conforto. Conforto? Sim. E intimidade. Ele a observava com o olhar tímido e seguro. Ele a despia.
Convidaram-no para o almoço de aniversário dela. O restaurante não era bom. A feijoada também. Bom era o alimento que os saciava: olhares e palavras tímidas.
Um dia ele convidou-a para jantar. No Passat prata, a lua alta, a noite curta demais. As noite são sempre curtas demais para os apaixonados.
Por alguns meses viveram um para o outro. Misturaram-se. Sem trabalho, sem estudo, sem família , sem amigos. Isolaram-se nas canções que ele escrevia para ela, nas canções que ela escrevia para ele.
E como toda bela história de paixão, um dos dois teve que partir.
Hoje faz 18 anos que ela o beijou pela última vez.
arte: "Lua no Rio Sumida"
Mizuki Tatsunosuke