adicionar aos favoritos | São Paulo/SP

04/09/2008 10:27
Simbora rumo andar
Que os caminhos de levar chamam por nome
E as aves que sempre deram direção
Já se arribaram
Os galos estão com os dias na garganta, borandá!
Que o dia é longo e a caminhada só finda
Quando os grilos inventam a noite no seu cricrilar!
Simbora povo meu
Das histórias desta terra só restou torrão
E estacas de marcar apropriação
Nos retiraram
E pra arrancar o nó dessa garganta, borandá!
Que a lida é longa e a semeada só vinga
Quando os homens reiventam a morte
Quando os homens reiventam outra sorte boa de sonhar!
Simbora mundo andar
Que hoje água é só a que tem nos olhos
Na hora de se apartar se uma parte fica, finca raiz
Simbora povo meu que fome de pé é caminho
De olho paisagem nova e de coração, saudade
Simbora lembrar (dançar) cirandas
Que o mundo se faz no rodar
Simbora cirandar!
(Ed Zvingila / Zé Modesto)
arte: Edgar Degas