adicionar aos favoritos | São Paulo/SP

12/11/2008 14:32
Por Débora Tavares
Domingo fomos à feira, meu fiho e eu.
Passeio comum que se tornou novidade, como sentar no banco da praça, colher fruta, cochilar à tarde.
O olhinho de sete anos passeava em cada banca. Por trás das cores, o bom dia dos vendedores chamava nossas mãos para mais perto.
Da simplicidade se fazia a simpatia. Da simplicidade se faz o que é grande: um raio de sol amarelo, um pedaço presenteado de fruta, um agradecimento.
O moedor de pimenta rodando a manivela e o olhar do pequeno crescendo. O mais antigo era novo e quase festa.
No fundo da banca verde, o avô chamou o neto: Dá o troco pra moça. Meu filho e o menino se olharam. Sete anos de cá e de lá. Nada disseram. Enquanto isto, vozes misturavam-se ao vermelho das frutas, sacolas esbarravam, o sol ascendia .
Fim de feira. No início do corredor de lona, o menino-ajudante do avô dirigia um carrinho na calçada. Meu filho sentou-se para descansar, pretencioso de brincadeira. Dois carrinhos e a alegria maior da feira.
Arte Naif: Nerival Rodrigues